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Metanfetaedro

Chegou por aqui um livro que estava bem curiosa para ler, o Met... [ ahn, um instante para conferir e escrever corretamente ], pronto, o Metanfetaedro.

E por que estava curiosa? Eu gosto dos contos da Alliah, eles são super diferentes e ao mesmo tempo, carregam o que há de legal na literatura fantástica: não são comuns, banais ou realistas; mas dentro do estranhamento imenso que personificam, trazem pontos que poderiam ser reconhecidos em um passante qualquer desse universo conturbado que perambulamos . 

Ah, confesso, não conheço a literatura new weird, ( link para um texto muito bom no Mundo Fantasmo)  portanto, é na base do experimentar para ver o que há mesmo. Então, desde que vi a divulgação, quis ler.

Cheguei a conclusão que o que há é diversão.
E que não dá pra se divertir e sair como se chegou. 

E os personagens não são passageiros, ou seja, você pode "esquecer" deles, mas não totalmente, sempre deixam resquícios no leitor. É como a sereia do que o leitor encontra no primeiro conto do livro ... sintetiza o mundo ao seu redor, real ou imaginado, mas reinventando-o em sua própria pele.  O que quero dizer sobre os personagens como Iara, Mogul e Marmelo é que eles ficam, mesmo que você não os conheça tão bem, a autora consegue transmitir ao leitor o que possuem de melhor, ou pior, em essência. 

E dá uma certa exasperação, do tipo, como assim acabou? Mas eu queria saber mais dessa persona/máquina/coisa/cidade/esquisitice/sinfonia.

Então, você pode encontrar poesia, tristeza, melancolia, raiva, risos e muito, muito espanto. E eu gostei disso.
**

* As ilustrações são lindas.
* Na dedicatória, a autora sugeriu um " aprecie sem moderação", mas no meu caso já sei que será preciso ler Metanfetaedro em doses homeopáticas. Para aproveitar todas elas.

Os visitantes da Noite



Descobri ao acaso a literatura de James Herbert. Desde então, li os dois livros a que tive acesso e saí a procura de um outro, pois a maioria dos seus livros não foram publicados ainda no Brasil. 

A invasão dos Ratos (pura agonia) e Luar ( mistura admirável de sobrenatural com suspense) que em breve comentarei aqui, já foram lidos e devorados, e para minha alegria o carteiro acabou de entregar Os visitantes da Noite.

Uma aquisição que espero, venha trazer boas novas a minha biblioteca sombria. 

Todas as cosmicômicas - Ítalo Calvino


Você espera por mais um livro de contos, talvez, uma ou outra crônica, mas nestes contos ou cosmicômicas, escritos a partir de textos e conceitos científicos, a grande parte sobre fenômenos relacionados ao universo, ou à origem das cousas. E então, quando você menos espera, tudo a que estamos acostumados transforma-se, mergulhamos em um universo lúdico, fantástico, onde tudo é possível, espaços antes desconhecidos tomam formas e cores em seus contos, mas os sentimentos e conflitos abordados são humanos, demasiados humanos.


A narrativa de Calvino tem cheiro, sabor, som e cor, mas nenhuma dessas sensações são como as conhecemos e sim, reinventadas.

Qfwfq é o herói das cosmicômicas, testemunha ou agente principal da origem e das des-origens do universo. 

Humor, paixão, desejo, comunicação, solidão, disputas... permeiam as cosmicômicas.

Entre os meus favoritos...

"Um sinal no espaço": conflitos e egos, os desafios da comunicação e da interpretação. Ser e parecer confundem-se num universo em formação.

"Sem cores" Inquietante cosmicômica sobre a beleza( Ayl é encantadoramente linda e pura e o encanto que exerce em Qfwfq comove) sobre o espaço de cada um, onde o cinza predomina até que...

"A distância da lua" impossível comentar, somente apreciar...