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Cult - Mulherio das Letras - Lançamento Mato



Diana Pilatti,
Eva Vilma
e
Tânia Souza
no Programa Cult, falando sobre o lançamento dos livros na II Coleção de Livros de Bolsa do Mulherio das Letras, Editora Venas Abiertas.
O programa foi gravado no dia 30 de setembro, a convite de
Daniel Rockenbach.


Escritoras de MS lançam livro sobre poesia, memória e violência

 


E a coleção de bolsa voando por aí <3

Para ler a matéria completa, clique AQUI. 



coleção II Mulherio das Letras - Editora Venas Abiertas



A coleção II Mulherio das Letras está solta no mundo. Publicado pela editora Venas Abiertas apresenta 15 autoras, 15 olhares literários que nos enchem de alegria e esperança na literatura.

Participei com o livro “Entre as rendas dos ossos e outros sonhos desabitados” vol. 15 da coleção. Um livro revestido de amor, lembranças da infância, tempo de quintal, colo de mãe. Também, carregado de amor pela linguagem, olhares para a finitude e a presença da morte e a consciência de ser mulher nos dias que percorremos.



Transcrevo aqui a breve apresentação dos meus propósitos com esse livro de “bolsa”, como carinhosamente chamamos a coleção.

De palavras, motivações e caminhos


“Entre as rendas dos ossos e outros sonhos desabitados” se constrói no alinhavo de versos tristes, melancolias e paixão pela palavra. Seria talvez, um poemário de atravessamentos, poesias que buscam nos ossos do tempo, sua consistência e delicadeza. E talvez, outros seres se reconheçam nestas ressonâncias entre memória e solidão, vida e morte, amor, amizade e poesia.
Busquei, na arqueologia das dores e das alegrias, os tons da fronteira, o frescor das árvores no quintal e as primeiras melancolias. No aconchego da memória das mulheres que me trouxeram até aqui, alimentei minhas palavras.
Das despedidas, do luto e das lutas, o encontro encanto com a literatura, sinestésica relação que dói, mas também ilumina.
Era preciso reencontrar as fissuras do tempo para enfim, retornar.

fotograma II


fotograma II

Tânia Souza


uma mulher dorme na varanda
no aconchego da rede
o útero o lago o morno abraço
dorme no embalo amniótico da tarde

redemoinhos de agosto
trazem sacis viajantes e ela dorme

no sonho da mulher a tarde arde
louças e panelas dançam sobre a pia
dia à revelia, fina rebeldia
hoje, não tem jantar
e quando lua bonita vier
uma mulher desperta Outra



Do meu livro "Entre as rendas dos ossos e outros sonhos desabitados" Editora Venas Abiertas na 2ª Coleção Mulherio das Letras