Insana paixão
Tânia Souza

Ele estava morto, eu sabia, pois com mãos trêmulas cortei-lhe os pulsos, seguindo com os dedos as veias que apareceram enquanto ele fazia força para libertar-se; sabia com o gosto que ficara em meus lábios depois de beijar aquelas mãos que tanto amei, sabia quando lembrava-me do cheiro de sua pele enquanto minhas lágrimas misturaram-se ao sangue que derramava-se. Sim, estava morto. Eu o matei.