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A Flor de U'zltrilix



A Flor de U'zltrilix
 Conto de Tânia Souza


 Uma chance.  Um único risco.  Mas não recuarei. Desde a grande viagem o perigo a que me sujeito é o de viver. Devo imergir na névoa e encontrar a Flor de U’zltrilix. Nela reside uma resposta. Um recomeço. Um fim.  No entanto, a areia liquefez-se em vários pontos, perscruto e não vejo a passagem. Muitas vezes me questiono se existo ainda, que vontade é essa que me anima e me fez seguir até aqui?
 Parada sobre a planície rochosa, tenho consciência de ser. Existo ao aço frio das armas que empunho. Existo ao veneno corroendo meu sangue, minha morte e vida. No entanto, a força que me faz prosseguir para por alguns instantes quando revejo a Cidadela dos Antigos em escombros. Um universo de imagens e lembranças inunda meus olhos.
 A pirâmide de Zh’olquyz permanece ainda, o triste ápice de uma civilização extinta. Banhada à luz de uma estrela dourada em seus últimos lamentos a cada volta insana do planeta L’zuli. Meus olhos reviram a paisagem e ao longo do caminho, voltam-se mais uma vez ao pináculo de outras eras. Tão próxima a pirâmide, a nave de meu pai. Ziurtiw enlouquecera antes da partida e tentara destruir a pirâmide onde os antigos repousavam. Sua punição com a morte foi um sinal de que a paz findara, apenas a nave permaneceu. Forjada nas longas viagens pelo mar de rocha líquida, paira sobre o deserto de areia, parecendo flutuar neste oceano de grãos, enquanto poucas torres escoram-se uma nas outras, resistindo ainda. Meus sensores brilham iridescentes: há vida na base de Zh’olquyz, um murmúrio animado oculto sob a nuvem de areia.  Aspiro em busca de coragem para descer e enfrentar meu destino. A mesma coragem de meu pai quando se negara a me deixar aqui.

Réquiem para Alyz

Sob o neon, ela se despe da pele. Entre óleo e sangue, andrógina melancolia no asfalto.

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Relatos urgentes da área azul! Arqueomáquina X25 indica achado de um fóssil raro: duas mãos entrelaçadas.